O último dia do ano se aproxima e me faltam palavras o suficiente para falar deste ano. Tanta coisa aconteceu que não sei nem de onde partir. Comecei o ano sem criar expectativa alguma, para não acumular frustrações, mas não sei se adiantou muito, que ano foi esse? Parece falácia, mas que puta ano bagunçado, para não dizer outra coisa.
Começarei a "esvaziar-me" em palavras pela minha viagem ao Vale do Capão, na Chapada Diamantina, uma viagem revigorante, de conhecimento e envolvimento pleno com a vida, com a natureza, com tudo que há de bom e positivo em nossas vidas, num contexto geral, sendo bem redundante de maneira proposital. Prometi um post sobre a viagem, mas já que não fiz, tentarei ser minimamente breve. Foram 6 hrs de viagem de Salvador a cidade de Palmeiras/BA, chegamos lá por volta de 4:30 da madrugada e de lá pegamos um carro até a vila do Vale do Capão, numa estrada de terra por cerca de 40 minutos cheia de belas paisagens, chegamos em meio a uma neblina maravilhosa com uma vista sensacional dos vales ao redor da vila, não consigo descrever em palavras, fomos direto para área de camping de uma pousada indiana a qual fizemos reserva e embaixo de uma árvore, montamos nossas barracas (sim, nós acampamos). Passamos 5 maravilhosos dias, fizemos maravilhosas trilhas nestes 5, podem pesquisar no google (Cachoeira do Riachinho, Cachoeira da Fumaça, Cachoeira da Angélica, Cachoeira da Purificação, Rio Preto e Volta da Serra), infelizmente não tenho as fotos ao meu alcance para publicá-las agora.
Após essa maravilhosa aventura de fevereiro, lá vem mais um semestre na universidade e que semestre. Conheci pessoas novas, pessoas maravilhosas, inclusive, e tive o prazer de descobrir a indiferença com outras, chega ser engraçado dizer isso e mencionar tais situações, mas enquanto escondia um relacionamento antigo (sim, antigo) dos meus colegas, fizeram questão de evidencia-lo no meu ambiente acadêmico, fizeram questão de mostrar um certo conhecimento sobre mim, de algumas intimidades, inclusive, nunca falaram tanto de mim e nunca tentaram me prejudicar de forma direta e indireta em um ambiente, mas nada soou melhor que o meu silêncio e saber que mesmo pessoas recém chegadas a minha vida, podem ser muito amigas me surpreendeu de forma absurda. Tive o prazer de ter surpresas como essa durante o ano.
Tive uma baita comemoração de aniversário, proporcionada pelos meus amigos universitários e da vida (LosNumbers eternamente), que também prometi um post sobre, mas fiquei devendo e falando de maneira breve, posso dizer que neste ano pude ter quase uma semana inteira de comemoração por ter ficado mais velho, nada mais deprimente, porém, nada poderia me deixar mais feliz com tanto carinho de pessoas que sequer esperava, enfim, foi fantástico e deu para todo mundo ficar muito bêbado, exceto eu.
Fui a mais um show do SOJA e tive várias surpresas negativas, diferente de outros, esse tá na lista daqueles para esquecer.
Passei o São João em Alagoinhas e bebi o melhor licor da minha vida, a ponto de tomar café da manhã com licor de maracujá.
Parabenizei a dona do meu coração, no dia, pessoalmente e com direito a selfie, meu presente. 4 de julho, Independence Flah ♥
Já o segundo semestre, me trouxe algumas das consequências do semestre anterior, acredito que nada pessoal, mas criei uma chapa para disputa do centro acadêmico do meu curso na universidade, não tive a intenção de sair como presidente, mas assim o foi e minha chapa foi eleita, contra a vontade de umas pessoas aí, mas vida que segue, viva a democracia. Foi, sem dúvidas, o pior semestre da minha vida, demandou muito de mim e não sei descrever, tomei umas porradas seríssimas em algumas matérias e em primeira mão para este meu diário, digo aqui que pensei em desistir da continuidade no curso este ano, mas veremos o que o próximo ano nos reserva.
Vi meu país se tornar um lixo político ainda pior, uma presidente legitimamente eleita ser impeachmada e um congresso completamente corrupto e um presidente ilegítimo governando meu país.
Recebi notícias extremamente desagradáveis de situações muito difíceis que alguns amigo(a)s passavam, que me abalaram de forma descomunal. Muito difícil poder vivenciar certas coisas com pessoas que amamos e nos sentirmos impotentes em relação a isso.
Saí de um trabalho e comecei em outro, na minha área, comandando um setor da minha área, fazendo coisas que amo da minha área, inclusive estresse, nada poderia ser mais compensador, só um aumento de salário.
Fui ao show do Sepultura, vi a Flah por 3 segundos, quase perco o celular, mas vi Arise e Troops Of Doom ao vivo. ♥
O Esporte Clube Bahia voltou ao lugar de onde nunca deveria ter saído, fui a Fonte Nova, me vesti de Bahêa e gritei feito um louco, além de ter convertido um flamenguista ao calor e ao amor ao BahiAço.
Fui ao Festival de Verão e 13 anos depois, pude contemplar a ex-quadrilha da fumaça ao vivo, vida longa ao Planet Hempaaaa.
E apesar de tanta turbulência, um ano difícil, complicado, conturbado e cheio de tragédias, teve sim coisas boas, mas por favor 2016, acabe logo, nunca te pedi nada, já deu, sou grato por tudo, mas vai. Foi muito bom ter me permitido, por ter tido coragem de correr atrás dos meus anseios, das minhas vontades, do meu sentimento. Grato por resgatar em mim a essência de mim mesmo, que ainda não havia tomado um rumo, não sei se rumo é a palavra, talvez “crescido” represente melhor, enfim, guardarei comigo o que houve de melhor e o que não foi tão bom assim, que sirva de aprendizado, complacência e humanidade, precisamos ser mais humanos. Que 2017 traga consigo mais oportunidades e que a vida me conceda mais uma chance, a chance que deixei escapar a anos atrás, que arrependimentos não me permitam desistir jamais.
Nah give up my faith!
