15 de fevereiro de 2019

Free(doom)



Nada é mais enriquecedor que se sentir útil, sentir que deu o seu melhor, sentir a evolução própria e além disso ter a certeza de está do lado certo da sua própria história. Não mais nos punir por coisas a nós impostas, ter a consciência da tranquilidade de ser livre das amarras que a vida nos impõe, sabermos que temos valor sem se sentir moeda, saber que quem tá do nosso lado não quer nada em troca. 

Essa semana tive o prazer de ver uns stories de uma mulher no instagram que dizia que têm evitado usar as redes sociais para trocar ideia com as pessoas, por ela saber que as redes sociais se tornou vias de interesse em que homens só a elogiam porque querem comê-la e mulheres só a procuram para se valer da popularidade que ela tem em busca de vantagens em torno das pessoas que ela conhece. Ela ainda conclui dizendo que tem apostado em está presente apenas com pessoas que ela sabe que são de verdade, sem criar bolhas, mas sem se iludir com aproximações que só visam interesse, “mesmo que esse interesse seja meu humilde corpo” (palavras dela).

E isso me trouxe uma grande reflexão de um movimento que tenho feito de me afastar cada vez mais dessa selva que se tornou as redes sociais, onde as pessoas vendem, sim, vendem felicidade. E eu só não abro mão delas por serem ferramentas de trabalho e preciso vender o meu bom gerenciamento delas, ao menos. Tenho buscado está mais comigo mesmo, quem quiser tá comigo, pode está comigo, mas não quero virar refém disso. Excluí meu whatsapp e só uso um para trabalho e para contato com pessoas muito próximas e assim tenho afunilado minha vida e aconselho aos que gosto a fazerem também.

Dizem por aí que nossas vidas só vai para frente depois que nos desapegamos das pessoas que nos levam para trás, mas e as pessoas que nos levaram para frente? A verdadeira liberdade não é aquela que nos permite fazer o que quisermos ou a hora que quisermos, a verdadeira liberdade é aquela que nos faz melhor do que éramos quando tínhamos amarras.

7 de fevereiro de 2019

A Cura

Sempre fui muito controlador, no sentido de querer tudo a minha volta sob controle. Quando observava uma ação, apenas assistia para agir no momento que julgava ser certo, isso quando não postergava e deixava a coisa rolar até passar. Já até aconselhei amigas e amigos de acordo os meus interesses e via em mim um exímio racional, demorei a entender que sabotei e me auto sabotei todo esse tempo. O imponderável existe e na nossa vida cotidiana não há um relações públicas para fazer um gerenciamento de crises do nosso emocional, que acabam externalizadas na ansiedade, na depressão e nos diversos danos emocionais e mentais possíveis, nos fragilizando a ponto de buscarmos escape para esse vazio em pessoas ou em coisas de um campo intangível que preencham esse espaço e é muito doído entender que posterguei ações e desprendi muita energia em algo fadado ao fracasso, e perceber que isso esteve muito evidente diante dos meus olhos e nada fiz foi frustrante, mas já carrego com muito orgulho esse capítulo da minha vida que se foi.

Porém, a vida é maravilhosa e nada acontece por acaso, inclusive as nossas dores. E apesar das minhas falhas e imperfeições (sim, sem soberbas, eu tenho diversos defeitos) quando olhei para dentro de mim e percebi o quanto me preocupei, o quanto me doei, o quanto acrescentei e o quanto contribuí para a vida das pessoas que um dia por mim passaram, tudo que senti foi paz de espírito. Posso ter diversos defeitos e cometer diversos vacilos, mas se tem uma coisa que sou é parceiro e quem verdadeiramente me conhece, sabe o quanto isso procede e isso me deixa com a consciência muito tranquila. Colocar na balança e analisar o quanto ganhei e o quanto perdi foi fundamental para entender esse processo de imponderabilidade da vida.

E ainda que os que passaram haja por interesse, olhem apenas para os próprios umbigos e até sejam indiferentes, é necessário entender que cada um só oferece aquilo que tem. É ter sensibilidade suficiente para perceber as necessidades do outro, necessidades, não vontades ou caprichos. E se tem uma coisa que não deixarei de ser jamais, é ser a melhor versão de mim mesmo, independente da forma que possam agir comigo, eu darei sempre o melhor de mim. Cada um se preenche com o que convêm, uns com momentos, com fases e coisas a curto prazo, outros com metas, sonhando com os pés no chão e vislumbrando a longo prazo e a regente mór de todos nós que é a vida, está dia a dia nos dando uma lição e nos ensinando que precisamos lidar com as consequência de nossas escolhas. Nunca um "quem perde você, perde o quê?" fez tanto sentido na minha vida.

Por mim, adoeci. Por mim, me curei.

“I'm above all the evil that lives in your head.
You're lost in the valley of the death.
I'll triumph forever.”
(Take back yout spell)