30 de dezembro de 2016

Vai com Deus, 2016!

O último dia do ano se aproxima e me faltam palavras o suficiente para falar deste ano. Tanta coisa aconteceu que não sei nem de onde partir. Comecei o ano sem criar expectativa alguma, para não acumular frustrações, mas não sei se adiantou muito, que ano foi esse? Parece falácia, mas que puta ano bagunçado, para não dizer outra coisa.

Começarei a "esvaziar-me" em palavras pela minha viagem ao Vale do Capão, na Chapada Diamantina, uma viagem revigorante, de conhecimento e envolvimento pleno com a vida, com a natureza, com tudo que há de bom e positivo em nossas vidas, num contexto geral, sendo bem redundante de maneira proposital. Prometi um post sobre a viagem, mas já que não fiz, tentarei ser minimamente breve. Foram 6 hrs de viagem de Salvador a cidade de Palmeiras/BA, chegamos lá por volta de 4:30 da madrugada e de lá pegamos um carro até a vila do Vale do Capão, numa estrada de terra por cerca de 40 minutos cheia de belas paisagens, chegamos em meio a uma neblina maravilhosa com uma vista sensacional dos vales ao redor da vila, não consigo descrever em palavras, fomos direto para área de camping de uma pousada indiana a qual fizemos reserva e embaixo de uma árvore, montamos nossas barracas (sim, nós acampamos). Passamos 5 maravilhosos dias, fizemos maravilhosas trilhas nestes 5, podem pesquisar no google (Cachoeira do Riachinho, Cachoeira da Fumaça, Cachoeira da Angélica, Cachoeira da Purificação, Rio Preto e Volta da Serra), infelizmente não tenho as fotos ao meu alcance para publicá-las agora.

Após essa maravilhosa aventura de fevereiro, lá vem mais um semestre na universidade e que semestre. Conheci pessoas novas, pessoas maravilhosas, inclusive, e tive o prazer de descobrir a indiferença com outras, chega ser engraçado dizer isso e mencionar tais situações, mas enquanto escondia um relacionamento antigo (sim, antigo) dos meus colegas, fizeram questão de evidencia-lo no meu ambiente acadêmico, fizeram questão de mostrar um certo conhecimento sobre mim, de algumas intimidades, inclusive, nunca falaram tanto de mim e nunca tentaram me prejudicar de forma direta e indireta em um ambiente, mas nada soou melhor que o meu silêncio e saber que mesmo pessoas recém chegadas a minha vida, podem ser muito amigas me surpreendeu de forma absurda. Tive o prazer de ter surpresas como essa durante o ano.

Tive uma baita comemoração de aniversário, proporcionada pelos meus amigos universitários e da vida (LosNumbers eternamente), que também prometi um post sobre, mas fiquei devendo e falando de maneira breve, posso dizer que neste ano pude ter quase uma semana inteira de comemoração por ter ficado mais velho, nada mais deprimente, porém, nada poderia me deixar mais feliz com tanto carinho de pessoas que sequer esperava, enfim, foi fantástico e deu para todo mundo ficar muito bêbado, exceto eu.

Fui a mais um show do SOJA e tive várias surpresas negativas, diferente de outros, esse tá na lista daqueles para esquecer.

Passei o São João em Alagoinhas e bebi o melhor licor da minha vida, a ponto de tomar café da manhã com licor de maracujá.

Parabenizei a dona do meu coração, no dia, pessoalmente e com direito a selfie, meu presente. 4 de julho, Independence Flah

Já o segundo semestre, me trouxe algumas das consequências do semestre anterior, acredito que nada pessoal, mas criei uma chapa para disputa do centro acadêmico do meu curso na universidade, não tive a intenção de sair como presidente, mas assim o foi e minha chapa foi eleita, contra a vontade de umas pessoas aí, mas vida que segue, viva a democracia. Foi, sem dúvidas, o pior semestre da minha vida, demandou muito de mim e não sei descrever, tomei umas porradas seríssimas em algumas matérias e em primeira mão para este meu diário, digo aqui que pensei em desistir da continuidade no curso este ano, mas veremos o que o próximo ano nos reserva.

Vi meu país se tornar um lixo político ainda pior, uma presidente legitimamente eleita ser impeachmada e um congresso completamente corrupto e um presidente ilegítimo governando meu país.

Recebi notícias extremamente desagradáveis de situações muito difíceis que alguns amigo(a)s passavam, que me abalaram de forma descomunal. Muito difícil poder vivenciar certas coisas com pessoas que amamos e nos sentirmos impotentes em relação a isso.

Saí de um trabalho e comecei em outro, na minha área, comandando um setor da minha área, fazendo coisas que amo da minha área, inclusive estresse, nada poderia ser mais compensador, só um aumento de salário.

Fui ao show do Sepultura, vi a Flah por 3 segundos, quase perco o celular, mas vi Arise e Troops Of Doom ao vivo.

O Esporte Clube Bahia voltou ao lugar de onde nunca deveria ter saído, fui a Fonte Nova, me vesti de Bahêa e gritei feito um louco, além de ter convertido um flamenguista ao calor e ao amor ao BahiAço.

Fui ao Festival de Verão e 13 anos depois, pude contemplar a ex-quadrilha da fumaça ao vivo, vida longa ao Planet Hempaaaa.

E apesar de tanta turbulência, um ano difícil, complicado, conturbado e cheio de tragédias, teve sim coisas boas, mas por favor 2016, acabe logo, nunca te pedi nada, já deu, sou grato por tudo, mas vai. Foi muito bom ter me permitido, por ter tido coragem de correr atrás dos meus anseios, das minhas vontades, do meu sentimento. Grato por resgatar em mim a essência de mim mesmo, que ainda não havia tomado um rumo, não sei se rumo é a palavra, talvez “crescido” represente melhor, enfim, guardarei comigo o que houve de melhor e o que não foi tão bom assim, que sirva de aprendizado, complacência e humanidade, precisamos ser mais humanos. Que 2017 traga consigo mais oportunidades e que a vida me conceda mais uma chance, a chance que deixei escapar a anos atrás, que arrependimentos não me permitam desistir jamais. 

Nah give up my faith!

29 de dezembro de 2016

Sad but true ♫

Quem me conhece, sabe que odeio me arrepender, tipo, muito mesmo. E aquela sensação de ter perdido a chance da tua vida? Putz, não desejo nem para quem me tem como inimigo, sério. Independente do que aconteça, perdi feio, anseiando que seja para ganhar, mas até aqui, perdi. Falei, só precisava, fim.

25 de dezembro de 2016

É Natal!

Ele já foi, mas ainda é natal e aqui estou me esvaziando de palavras e de alguma forma pensando no que escreverei no último texto deste ano, com a certeza de que não faltará conteúdo, o problema é como transferi-lo para palavras que aqui ficarão eternizadas (de alguma forma). Quem me conhece, sabe que o natal só é importante para mim por causa da ceia, essa hipocrisia de família, festa, perdão, para mim é balela, tento valorizar isso todos os dias, não apenas neste dia, a propósito, o que a Coca Cola fez do natal é um dos motivos de me tornar publicitário. rs
 
Meu plano para o natal era viajar, passar esse mísero final de semana fora de Salvador, respirar outros ares, porém, de última hora por acaso do destino (mais conhecido como minha vontade) tomei a decisão de não ir, minha real intenção era ficar em casa, sozinho, gastando meus pensamentos e revendo alguns "caminhos", mas não era isso que a vida me reservava, acordei na manhã do dia 24 com a notícia do falecimento do meu tio, que inclusive, passou o último réveillon (2015/2016) comigo e penso que nunca é bom perder algum familiar, né? A ficha ainda não caiu, talvez fique mal por isso, talvez não, o que não me falta são motivos para isso, mas do que adianta? Vida consumindo vidas para continuar vivendo, segue o ciclo, manda mais que estou preparado para a próxima. Pronto? Talvez...

Dissertação, poesia e prosa.

19 de dezembro de 2016

Like a trace

Como é bom poder falar tudo sem deixar dúvidas, expressar as vontades de forma convicta, sem medo de errar. É de um alívio inexplicável e isso é algo que queria ter dito/escrito aqui a um tempo já, só da para mensurar quando se sente e mesmo com todos os "poréns" do mundo, mesmo me expondo, mesmo havendo uma recíproca minimamente contrária, frustrando meu querer, minha vontade, tenho a sensação de que fiz e que posso fazer ainda melhor, independente do resultado ser favorável a mim ou não, tenho o sentimento de dever cumprido por ter buscado o que julgava certo, e o melhor não apenas para mim, do mais, baita peso saiu das costas. Simples, claro e objetivo. 

On the hill of dreams...

13 de dezembro de 2016

Ôh ôh ôh ôh ôh cadê o isqueiro? Demorô formar o bonde dos maconheiros!

Quem me conhece, sabe que nunca fui grande fã do FV por diversos motivos, a começar pela "mistura" que era a principal caracteristica de vendagem do FV, era algo apenas para vender mesmo, sendo bem redundante, a única mistura existente estava na variante axé, sertanejo e pop. Com exceções para os anos de 2003 e 2004, que tocaram Planet Hemp e Sepultura sendo quem em um ano desses anteriores, Planet Hemp tocou antes do Hamonia do Samba (rs) e o show do Sepultura foi o mais louco da história da banda aqui no Brasil, na minha opinião bairrista, é claro.

Mudaram a proposta, segmentaram os públicos e porque não dizer, elitizaram o FV. Não ficou ruim, mas não há mais tantas opções, deixou de ser um festival e virou apenas um show com várias atrações, experimentaram e fizeram de uma forma para que não ocorresse nada de errado no quesito técnico, e não ocorreu. Depois de 13 anos de espera, pude contemplar mais um show com a formação clássica (os importantes) do Planet Hemp, B-Negão (o rei do underground), Marcelo D2 (o modinha fodinha) e o lendário Formiga, os outros somam, mas esses 3 fizeram parte da melhor fase da minha adolescência, e que fase. Fiquei louco, cantei todas as músicas, fiquei sem voz, me viram cantando e pulando tão insanamente que nunca me ofereceram tanto "cheech & chong" como neste histórico Festival de Verão 2016 do dia 10/12, nada contra as outras atrações, mas o Planet Hemp me fez esperar 13 anos.

Por fim, a minha maior "surpresa" foi a Baiana System, banda que já curtia não por ser do underground baiano, dos confins do Pelourinho, mas por representar a Bahia de forma original, com uma guitarra baiana misturando a porra toda, não poderia ser mais foda, Já tinham me falado que o show era muito bom e pude comprovar isso no encerramento do FV, que show, que performance, que insano foi todo o show da Baiana System, do ínicio ao fim, meu all star branco saiu preto, comecei cheiroso, saí fedido, entrei andando e saí numa roda cabulosa, palavras não podem descrever, o vídeo que fiz poderia dar uma idéia, mas perdi o vídeo. E a melhor foto do dia não foi tirada por mim, porque eu estava lá no meio da galera. O click roubado por mim é da Flah, que vi por 0 segundos x_x

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