8 de maio de 2022

Reflitão parte I

"Quando não somos capazes de entender alguma coisa, procuramos desvalorizá-la com crítica. Um meio ideal de facilitar nossa tarefa." Sigmund Freud

E esse saber da tarefa é muito consciente, né Freudinho?! 

Hoje é dia das mães, estou-me aqui trabalhando nas estruturações de um projeto que me dei o prazo de deixar prontinho até sexta-feira e me peguei pensando no quanto de palavras tenho para expurgar. Acho que o processo de análise, que precisei interromper essa semana, inclusive, me deixou acostumado em ser ouvido, em meio a tantas advertências. Fui pego questionando a mim mesmo: o tanto que me cobro é equivalente ao tanto que sou correspondido nos âmbitos da minha vida?! Entender minhas neuroses e o que é objeto de amor me soam tão caros no momento que não consigo nem descrever, mas de uma coisa tenho certeza, o aparelho psíquico tá sempre buscando elevar os níveis de satisfação em detrimento dos níveis de angústia e é aí que voltamos a citação de Freud no inicio do texto.

Lá onde a gente não sabe, só nos resta imaginar.

7 de maio de 2022

Purgatório da beleza e do caos

Fui olhar as fotos do Rio para rememorar o que vivi na cidade maravilhosa e a ficha ainda não caiu que conheci o subúrbio carioca, passei atrás de um caveirão na entrada da favela do jacarézinho em meio a uma operação policial, fui para uma festa de aniversário de um global em que os convidados eram todos globais (menos eu), andei do Leblon a Ipanema, tomei uma com uma pessoa que tive o prazer de conhecer na mureta da Urca, bebi em alguns bares de Botafogo com duas pessoas incríveis e tô louco pra voltar. 

Sim, o Rio de Janeiro me proporcionou tudo isso e um pouco mais em uma única semana, mas há muito mais pra ver, preciso voltar com mais tempo. O Rio é tudo aquilo que dizem dele e um pouco mais, a cidade é muito linda, a sensação de insegurança é muito grande, mas sinto que preciso morar no Rio por pelo menos 1 mês pra conhecer tudo que gostaria. Conhecer o museu do amanhã foi uma das experiências mais marcantes que tive, a interatividade e a estrutura do lugar são impecáveis, além de ter uma vista maravilhosa para a ponte Rio-Niterói, e consegui entrar de graça, pois São Paulo me ensinou que sempre tem um dia de graça para museus. Fui parar numa festa de global patrocinada pela heineken, imaginem como fiquei? É isso. Tinha muito global que não sabia que era global e outros que eram globais, mas não sabia o nome, enfim, foram 3 dias de festa e estavam todos "naqueles piques". 

Quando vou para alguma cidade, sempre tento manter uma dinâmica das pessoas que vivem no local, então tento andar de metrô e bus, comer nas "biboquinhas", viver como se morasse alí, é impossível viver igual, mas tento ficar o mais próximo possível, e preciso destacar que o metrô do rio foi feito sem planejamento algum e possui duas linhas diferentes que levam aos mesmos lugares, além de pegar "trânsito" as linhas e tudo isso que tô dizendo, já foi dito lá no meu instagram, mas tô repetindo pq aqui quem manda sou eu. Preciso dizer que bebi a antártica azul carioca e ela é ruim igual a de Salvador. Conheci a mureta da Urca, um dos lugares mais lindos dentro de uma cidade que já conheci na vida, e olha que moro em Salvador. Conheci as praias do Leblon e Ipanema, mas não teve banho, eram dias nublados, então só caminhei de um bairro a outro. Bebi em vários bares de Botafogo com a heineken à 12 reaaaaais e tenho certeza que a próxima vez que voltar ao Rio, preciso ficar em Botafogo ou na Urca, deve ser diferente viver o Rio de Janeiro estando nesses lugares, enfim, apesar da passagem ser uma das mais caras do país (R$ 5,80 o metrô, um assalto ao povo trabalhador), a cidade em si é mesmo maravilhosa, apesar de todos os pesares.

"Cidade maravilha, purgatório da beleza e do caos" é a literal tradução do que é o Rio de Janeiro!