29 de fevereiro de 2020

Ano bissexto, dia que marca

Algumas coisas apenas nos marcam e outras machucam para sempre, as vezes é difícil aceitar isso, mas a vida tá aí pra acontecer essas coisas. Esse texto acabou de surgir de um tweet meu e aqui estou meu querido diário com a ideia de que esse texto marcará minha vida de alguma forma, afinal, esse ano é bissexto e um dia como hoje só acontecerá mais uma vez daqui a 4 anos.

Na vida da gente acontece um mar de coisas ruins e é muito difícil lidar com elas, e precisamos aprender a lidar com esse mar de dor e sofrimento para que possamos apreciar e valorizar ainda mais os pedaços de terra que a gente encontra nesse mar, afinal, quanta ilha paradisíaca há por esses mares a fora? E preciso dizer que ainda que o mar seja de dor e sofrimento, há muito proveito e beleza nele. É uma analogia que pode não fazer muito sentido, mas vamos raciocinar juntos? Quanto o tanto de merda resolve aparecer em nossas vidas, a gente sempre tem a sensação de acontecer mais coisas ruins do que boas, sempre, e pode ser bem verdade, da mesma forma é o mar que ocupa 70% do planeta terra. Por isso digo que a gente precisa se apegar aos pedaços de terra e manter os pés no chão, daí tiramos nossa sobrevivência e aí também encontramos as belezas que queremos carregar pra vida, se não fisicamente, ao menos nas nossas lembranças.

Hoje não sou realizado em nada, minhas perspectivas profissionais não deram certo, não sou nada realizado nessa área e continuo correndo atrás. Estamos no segundo mês do ano e em apenas 2 mese alguns dos meus projetos não prosperaram, mas outros deram certo, amigos/irmãos que jamais imaginei que pudessem se afastar se afastaram, ainda que não tenha sido intencional, a dinâmica de vida nos afastou e a vida tem dessas, afinal, quem se imagina perder um irmão por ele ter sido bem sucedido em algo? Só me resta aceitar a distância e torcer a favor. Pessoas que se dizem amigas reapareceram com intenções e interesses bem evidentes, amiga que foi pra longe e acabou ficando mais perto, se não pela preocupação, pela saudade interminável que sinto, enfim, a vida sempre cobra da gente e por mais que a gente tente reger, o comando é sempre dela.

Agora entendo que minha vida precisava de uma nova dinâmica, de novas pessoas, de novas atividades e de novos objetivos. Aprecie o que chegou de novo pra você, valorize o que você ama a muito tempo e abrace isso. Não adianta esperar a próxima tragédia acontecer e ser noticiada pra compartilhar em suas redes sociais "ame hoje, abrace hoje, diga que ama hoje e bla bla bla" se na prática, com as pessoas que te amam, que te dão força, que se disponibilizam, que se declaram e demonstram amores por você é sempre boicotada de alguma forma. Alguns amam pai e mãe, irmãxs, outros amam namoradxs, outros escolhem um amigx pra chamar de seu e das dores que vivi até aqui, existe vida para além desse quadrado e apesar de não está satisfeito, preciso agradecer as pessoas que chegaram, ao trabalho que chegou, ao networking que tenho feito, a tudo que tem acontecido.

18 de fevereiro de 2020

Doce angústia

A vida é muito doida, as coisas mudam, pessoas aparecem, concepções se adaptam, é uma parada muito louca quando me proponho a observar os comportamentos dos meus amigos e amigas, das pessoas que me relaciono no geral, tento sempre ficar atento aos acontecimentos na vida das pessoas as quais me importo, até olho para trás, mas quase sempre esqueço de olhar pra mim mesmo. 
 
Segundo mês do ano e muita coisa já aconteceu em minha vida, pessoas foram inseridas, projetos nasceram e já estão acontecendo, pessoas muito próximas inimaginavelmente se afastaram e essas coisas mexem com a gente o tempo todo e não olhar para mim mesmo me bagunçou um pouco. E tenho me perguntado, se não olho pra mim, quem vai? Quem tem olhado? A sensação que tenho é de que sou "punido", não basta que eu me cobre o tempo todo, ainda carrego a sensação de não poder errar, porque se cometo um erro, eu que lute. É, eu que lute. Por tantos quantos eu correria, corri e até tenho corrido no decorrer da vida, mas se eu não corro, quem vai correr por mim?

A eterna sensação que tenho é de que existem vazios que ficam preenchidos, outros que eram cheios e acabaram por se esvaziar, mas foram preenchidos por outra coisa. E tem aqueles que se esvaziaram e o vazio permanecerá e preenchimento nenhum será capaz de ocupa-lo e o que fazer? Está trabalhando muito, atendendo muitas empresas, ocupado bastante a minha mente com os projetos que surgiram, colaboram com pensamentos tão ponderados quanto estes aqui escritos, por ora, queria um colo só pra ficar quietinho, mas amanhã tenho que acordar cedo pra fazer o dinheiro, o colo um dia vem, talvez venha, será que vem?
 
Compreendo a dificuldade de todos, preciso compreender melhor as minhas.

"Claro, ás vezes é melhor não saber. É melhor se lembrar do jeito que era - do jeito que todos éramos"
(Steven Tyler - O barulho na minha cabeça te incomoda? Pág, 165)