“As palavras são objetos magros incapazes de conter o mundo. Usamo-las por pura ilusão. Deixamo-nos iludir assim para não perecermos de imediato conscientes da impossibilidade de comunicar e , por isso, a impossibilidade da beleza. Todas as lagoas do mundo dependem de sermos ao menos dois. Para que um veja e o outro ouça. Sem um diálogo não há beleza e não há lagoa. A esperança na humanidade, talvez por ingênua convicção, está na crença de que o indivíduo a quem se pede que ouça o faça por confiança. É o que todos almejamos. Que acreditem em nós. Dizermos algo que se toma como verdadeiro porque o dizemos simplesmente.”
Pode a beleza se guardar na feiúra? Pode o repulsivo ser, ao mesmo tempo, belo? Será a beleza alcançável? A beleza maior estaria na firmeza da linguagem, que não existe.
Eu tenho um mundo, um mundo sem fronteiras, muito maior do que consigo imaginar. Repleto de vontade, de amor, de mim mesmo, louco para doar-me por completo, cegamente, sem medidas, apenas com o feeling da certeza de fazer o certo, porém, Valter Hugo Mãe faz questão de me socar o estômago com suas linhas e por mais que não queira e que não aceite, por mais frustrado que ele possa ter sido na vida, as palavras são mesmo incapazes de conter o mundo, por mais forte e inatingivel que eu me sinta, algo ou alguém com "O poder" descomunal sobre minha força, irá me lembrar e "me colocar no meu lugar", se não diretamente, o fará pela minha auto conciência. Espero um dia entender o porque dos espinhos espetarem tanto para o lado de cá, meu ego amaciado foi diversas vezes por me sentir anormal ao que alude aos demais e para variar, meu ego sempre infla ao que não performa bem. Prevísivel que sou, o preço precisa ser pago, aqui estou.
“As palavras não são nada. Deviam ser eliminadas. Nada do que possamos dizer alude ao mundo que é”.
Vida consumindo vidas para continuar vivendo.
Acaba para um, continua para todos.
A cobra come sua cauda.
O ciclo reinicia...
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