7 de junho de 2017

Invisible Cage (Parte I)

Com um pensamento incomum começo essas linhas, na maioria das vezes buscamos nos ocupar para esquecer os problemas e comigo, neste exato momento, acontece o contrario. Queria ter tempo para pensar nos meus problemas, no que tem tirado meu sono, nas minhas aflições, sim, tenho aflições, quem não? Expressar tudo que tenho tentado pensar me renderia um baita livro, é um turbilhão que gostaria de maturar, de analisar ponto a ponto, mas o final de semestre não me permite, o trabalho também não, os projetos de vida muito menos, mas aqui escrevendo e raciocinando junto com as palavras que digito, tenho me perguntado se não é o momento de voltar a tentar outras coisas, sério. Será que mesmo sem vontade, não é o momento de arriscar alguma coisa diferente, já que minhas certezas não me levaram ao destino que tanto queria?! Me questiono: deixar de tentar quando já não tenho opções é desistir? Não gosto da ideia de desistir, não sou assim, não quero isso para mim, principalmente por ser uma pessoa que sempre se sente responsável, mas qual o limite? Até onde é desistir? A gente leva como pode, a vida segue, agimos normalmente e corriqueiramente para parecer que tá tudo bem, mas no nosso interior sabemos o que se passa e por mais que tentemos não externar, o caos primitivo presente desde o princípio começa a reinar.


"You try all the reasons
To find all solutions
But you cannot seem to describe"

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