6 de junho de 2019

Até onde devemos ir?

Alguns momentos de nossas vidas nos demandam escolhas, por vezes nos vemos confortáveis em certas situações e por mais que tenhamos vontade de mudar, surge o medo e o medo aprisiona alguns e desafia outros, ambas as situações são normais da condição humana, mas o medo é mais comum. A mudança nos assombra, nos tira a segurança do momento e por vezes esquecemos que nossa segurança somos nós mesmos, afinal, até onde vai nossa segurança no outro? Tudo pode mudar a qualquer momento, quando menos imaginamos. Até onde nós sabemos do querer do outro? Como confiar na instabilidade alheia? Perguntas fáceis, respostas nem tanto.

Nos preocupamos sempre se estamos cobrando demais ou de menos do outro, se nossos esforços são suficientes, se a vontade de estar com quem gostamos tem sido suficiente, até se suprimos a vontade alheia como deveria, sem saber que quando esses questionamentos surgem, na real, já sabemos a resposta. Temos feito e entregado alguma coisa e recebido nada ou quase nada. E o que fazemos por nós mesmos? Será que dou o devido valor a quem deveria? Por vezes me pego pensando no quanto fiz ou tenho feito para esta com pessoas que amo e o quanto sou retribuído com isso. Não por exigir algo em troca, não sou de fazer exigências, mas algumas expectativas são inevitáveis e amor, seja em qual nível for, é uma forma de troca, mas até quando devemos esperar certas recíprocas? Qual o momento de ir ou o de deixar ir? Se os questionamentos que surgem com o tempo, existem, as respostas já existem também. Decidir entre o que temos e o que almejamos, também é escolha.
Dúvidas, dúvidas, dúvidas e mais dúvidas. Não mais correr de decisões, não mais. [2]

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