A vida é muito doida, as coisas mudam, pessoas aparecem, concepções se adaptam, é uma parada muito louca quando me proponho a observar os comportamentos dos meus amigos e amigas, das pessoas que me relaciono no geral, tento sempre ficar atento aos acontecimentos na vida das pessoas as quais me importo, até olho para trás, mas quase sempre esqueço de olhar pra mim mesmo.
Segundo mês do ano e muita coisa já aconteceu em minha vida, pessoas foram inseridas, projetos nasceram e já estão acontecendo, pessoas muito próximas inimaginavelmente se afastaram e essas coisas mexem com a gente o tempo todo e não olhar para mim mesmo me bagunçou um pouco. E tenho me perguntado, se não olho pra mim, quem vai? Quem tem olhado? A sensação que tenho é de que sou "punido", não basta que eu me cobre o tempo todo, ainda carrego a sensação de não poder errar, porque se cometo um erro, eu que lute. É, eu que lute. Por tantos quantos eu correria, corri e até tenho corrido no decorrer da vida, mas se eu não corro, quem vai correr por mim?
A eterna sensação que tenho é de que existem vazios que ficam preenchidos, outros que eram cheios e acabaram por se esvaziar, mas foram preenchidos por outra coisa. E tem aqueles que se esvaziaram e o vazio permanecerá e preenchimento nenhum será capaz de ocupa-lo e o que fazer? Está trabalhando muito, atendendo muitas empresas, ocupado bastante a minha mente com os projetos que surgiram, colaboram com pensamentos tão ponderados quanto estes aqui escritos, por ora, queria um colo só pra ficar quietinho, mas amanhã tenho que acordar cedo pra fazer o dinheiro, o colo um dia vem, talvez venha, será que vem?
Compreendo a dificuldade de todos, preciso compreender melhor as minhas.
(Steven Tyler - O barulho na minha cabeça te incomoda? Pág, 165)
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