24 de setembro de 2021

Big bang

Quanto mais estudo, mais enlouqueço e o meu universo se expande cada vez mais. A psicanálise tem sido a grande responsável por essa expansão por trazer respostas que busco por toda uma vida e aplicar essas respostas as perguntas que surgem hoje e que continuarão a surgir, me custam muito caro. Entender as relações de desejo e objeto nos abrem portas que jamais serão fechadas.

Ainda sobre respostas, queria falar sobre como é mais difícil deixar o objeto amado que deixar o amor. E quando esses questionamentos surgem dentro da gente, o amor já foi pra outro lugar, mas a gente não suporta a ideia de deixar o objeto até então amado. Deixar a rotina, o convívio, a garantia do que a gente sabe onde começa e como vai terminar, abrir mão disso é doído demais. O carinho, o querer o bem ocupa o espaço que já foi do amor que abriga a paixão, o desejo, essa coisa que arde positivamente dentro da gente, é mais fácil assim do que construir algo novo. O novo da preguiça, né? 

Já sobre o convívio, não há manutenção do amor, e sim a manutenção da presença do objeto. Por isso ele é importante para quem reivindica esse amor, pois na ausência do amor, não há a tão difícil tarefa de abandonar o objeto amado. Spread the word!

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