Hoje encerramos o livro "A Interpretação dos Sonhos" no curso de psicanálise que tenho feito, e preciso dizer que estou ainda mais apaixonado pela psicanálise. É incrível o quanto ela transcende o saber teórico e mostrando o quanto as relações sociais interferem na nossa construção do ser, o quanto o desejo (não apenas o sexual) é algo latente no nosso dia a dia e na nossa construção enquanto humanos. E por falar em desejo, quem de nós não gosta de se sentir desejado? Se você diz que não, você mente para si e para os outros. Todos nós queremos ser desejados, não o desejo meramente físico, mas o desejo de ser amigo, de ser procurado, de ser aquela pessoa que esperaram você aparecer para contar aquela novidade.
Essa semana ouvi de um grande profissional da comunicação que após uma longa conversa comigo, me disse que eu era um bom comunicador, talvez não criativo, mas um bom comunicador e que tinha uma função política muito presente, resumindo, ele disse é nítido que sou um cara político, que articula bem e constrói pontes. Sempre me senti essa pessoa, ouvir de alguém que é um profissional renomado e que não me conhecia, me foi enriquecedor. E trazendo isso para minha vida, sempre fui bom conciliador, engoli sapo pra caralho em prol do bem comum, sempre me debrucei diante das pessoas que gostei/gosto, sempre corri atrás delas, sempre me importei com elas, inclusive sabendo que sou completamente desprovido de perfeições.
Errei pra caralho, fiz merda pra caralho, fiz muitas escolhas erradas para caralho e talvez pague por isso, afinal, nossa vida é resultado de nossas escolhas. A gente deposita em diversos motivos, as vezes em um único motivo, mas o motivo não escolhe porra nenhuma, nós é quem escolhemos o que fazer. Dito tudo isso, preciso deixar registrado aqui para que não me esqueça: eu sou um homem do caralho, eu sou um amigo e parceiro do caralho, me faltam muitas coisas, mas lealdade e persistência não me faltam.
Tenho minhas inseguranças, sobra carência em mim, as vezes falta paciência, mas preciso aprender a lidar com minhas subjetividades. Se as pessoas têm dificuldade em mudar na forma de agir, nada mais justo que você tenha dificuldades de lidar, ninguém é obrigado e tá tudo bem. A gente fica fudido, achamos até que estão sendo indiferentes com a gente, mas é o que falei acima: escolhas. A psicanálise tem me ensinado a lidar com as escolhas alheias a mim e me ensinado a lidar com o quanto isso afeta minha subjetividade e é isso. Se fode aí, Is.
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